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“Kit Intubação” – conjunto de anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares – permite a realização do procedimento que garante a chegada de oxigênio até os pulmões.

Com o aumento e o agravamento dos casos de Covid-19 no país, cada vez mais ouvimos dizer que uma pessoa precisou ser intubada. Essa conduta passa a ser necessária quando o pulmão vai perdendo sua capacidade de fornecer oxigênio ao organismo, quando não está funcionando adequadamente.

Nesta situação, o paciente, então, é internado para receber ventilação mecânica. O “Kit Intubação”, como ficou conhecido, é um conjunto de remédios composto por anestésicos, bloqueadores neuromusculares e sedativos, além de um tubo, que é colocado na garganta, do ventilador mecânico e do oxigênio.

O tratamento é realizado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O paciente fica totalmente sedado e, por meio de ventilação mecânica, recebe oxigênio suficiente para se manter vivo. Sem esse kit não é possível o tratamento, já que a intubação é uma técnica invasiva, que provoca dor. Sem falar que o organismo, naturalmente, rejeitaria o tubo. Por isso o doente não pode permanecer acordado. Ele tem que ficar sedado.

Demanda represada

O descontrole da pandemia no Brasil causou uma demanda crescente pelo “kit Intubação”. “A procura está extremamente alta, por isso nos pautamos por realizar uma distribuição justa, conforme a indústria consegue entregar os medicamentos”, afirma Hélio Cauchioli, Hospitalar.

A situação é ainda mais preocupante devido ao avanço da variante P1, que pode ter carga viral até 10 vezes maior que as outras cepas, o que faz com que os casos mais graves se multipliquem e precisem de procedimentos mais complexos.

A orientação mais recente das autoridades de saúde do Estado de São Paulo é que todos os que forem infectados pelo novo coronavírus procurem ajuda médica no início dos sintomas e não mais quando o quadro geral se agravar.

As razões para esta conduta se justificam porque a nova variante é muito mais infecciosa e, rapidamente, pode provocar complicações da doença, fazendo com que pessoas cada vez mais jovens precisem ser intubadas nas primeiras 24 horas depois do surgimento dos primeiros sintomas.

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